Em meio à paisagem mineral de San Juan, longe da cidade, da infraestrutura e de toda lógica convencional de habitar, esta casa se assenta sobre o território como um artefato autônomo. Não busca domesticar o deserto nem integrar-se de maneira mimética a ele. Busca resisti-lo, compreendê-lo e operar dentro de suas condições extremas.
TipologiaAutónoma, Sustentable, Vivienda
LocalizaçãoTalacasto, San Juan, Argentina
ClienteAutónoma
Ano2025
Área230 m²
En los niveles superiores, las áreas privadas y los espacios de contemplación adquieren una condición más abierta. Un playroom, terrazas, piscina y un jardín elevado permiten experimentar el paisaje desde una posición de dominio visual absoluto, suspendidos sobre el vacío del desierto.
La casa alterna permanentemente entre compresión y expansión, oscuridad y luz, protección y exposición.
Brutalismo Contemporâneo
Formalmente, a residência retoma certos princípios do brutalismo, embora reinterpretados a partir de uma sensibilidade contemporânea e territorial.
O concreto aparente não aparece como uma decisão estética superficial, mas como consequência direta da busca de permanência, robustez e baixa manutenção. A geometria precisa e as sombras profundas geradas pelos balanços constroem uma plasticidade própria.
Cada operação formal responde simultaneamente a uma lógica espacial, climática e simbólica.
A casa não busca ser leve. Busca permanecer.
Habitar o Isolamento
Esta obra coloca uma pergunta cada vez mais vigente: como habitaremos territórios remotos em um futuro marcado pela incerteza ambiental, energética e social?
A resposta não aparece aqui pela nostalgia nem pela tecnologia espetacular, mas por uma arquitetura essencial, resistente e profundamente consciente de seu contexto.
Uma arquitetura capaz de operar com menos dependência.
Capaz de proteger sem isolar emocionalmente.
Capaz de conviver com a paisagem sem domesticá-la.
Capaz de permanecer quando tudo o mais falhar.
Implantada sobre uma propriedade de 14 hectares, a residência emerge como uma peça escultórica de concreto bruto suspensa sobre a topografia. Um volume preciso, monolítico e silencioso que domina a paisagem árida a partir de uma posição elevada, gerando de longe a mesma inquietação que gera por dentro.
A arquitetura não aparece aqui como um objeto decorativo nem como um gesto formal arbitrário. A casa é uma infraestrutura de sobrevivência contemporânea. Um refúgio autônomo projetado para operar com independência das redes convencionais de água, energia e conectividade.
Arquitetura para um Mundo Instável
A residência faz parte de uma exploração conceitual mais ampla vinculada aos princípios de Autónoma: uma linha de pensamento arquitetônico que propõe repensar a moradia não a partir do conforto do sistema, mas a partir de seu possível colapso.
Nesse contexto, a casa se coloca como uma unidade resiliente. Capaz de operar de maneira independente. Capaz de permanecer fechada, protegida e autossuficiente. Capaz de resistir a condições adversas, sejam elas climáticas, energéticas ou sociais.
Aqui, o isolamento deixa de ser uma limitação para se tornar um valor arquitetônico.
A residência incorpora sistemas de captação e armazenamento de água da chuva mediante cisternas subterrâneas integradas à topografia natural do terreno. A implantação aproveita as pendentes para otimizar a captação e distribuição hídrica sem recorrer a bombeamento permanente.
A autonomia não se expressa apenas pelo tecnológico. Também aparece na materialidade, na lógica estrutural, na segurança e na maneira como a arquitetura se relaciona com seu entorno natural.
Uma Fortaleza Habitável
A casa se apresenta à paisagem como uma peça fechada, hermética e quase defensiva. As fachadas inferiores são opacas e massivas. As aberturas são mínimas, precisas e profundamente controladas.
A arquitetura recupera aqui uma ideia ancestral: a moradia como proteção.
No entanto, uma vez superado esse umbral, o interior se transforma radicalmente. A casa se abre para o horizonte distante, para o céu e para a imensidão da paisagem andina. A opacidade defensiva do exterior dá lugar a uma espacialidade interior ampla, luminosa e contemplativa.
A dualidade entre fechamento e abertura estrutura toda a obra.
A residência protege para baixo e se expande para cima. Fecha-se frente à proximidade imediata do terreno e se abre apenas quando a altura lhe permite dominar a paisagem a partir de uma posição segura.
A Paisagem como Infraestrutura
A topografia abrupta não é um obstáculo, mas o principal recurso projetual. A casa se incrusta parcialmente no terreno e utiliza as pendentes naturais para se ocultar, ganhar inércia térmica e reduzir sua exposição frente aos ventos predominantes.
O deserto funciona simultaneamente como proteção, isolamento, reserva e vazio.
A arquitetura não tenta impor uma ordem artificial sobre a paisagem. Opera quase como uma extensão mineral da montanha. O concreto erodido, as sombras profundas e a geometria precisa constroem uma presença que parece ter emergido do próprio terreno.
À distância, a residência aparece mais como uma formação geológica ou uma infraestrutura técnica do que como uma casa convencional.
Espacialidade e Vida Interior
A organização espacial se desenvolve em dois níveis claramente diferenciados.
O pavimento inferior contém os espaços públicos principais: sala de estar, cozinha, sala de jantar e expansão para a varanda principal. O pavimento superior concentra os quartos, banheiros e áreas de contemplação direta da paisagem.
En los niveles superiores, las áreas privadas y los espacios de contemplación adquieren una condición más abierta. Un playroom, terrazas, piscina y un jardín elevado permiten experimentar el paisaje desde una posición de dominio visual absoluto, suspendidos sobre el vacío del desierto.
La casa alterna permanentemente entre compresión y expansión, oscuridad y luz, protección y exposición.
Brutalismo Contemporâneo
Formalmente, a residência retoma certos princípios do brutalismo, embora reinterpretados a partir de uma sensibilidade contemporânea e territorial.
O concreto aparente não aparece como uma decisão estética superficial, mas como consequência direta da busca de permanência, robustez e baixa manutenção. A geometria precisa e as sombras profundas geradas pelos balanços constroem uma plasticidade própria.
Cada operação formal responde simultaneamente a uma lógica espacial, climática e simbólica.
A casa não busca ser leve. Busca permanecer.
Habitar o Isolamento
Esta obra coloca uma pergunta cada vez mais vigente: como habitaremos territórios remotos em um futuro marcado pela incerteza ambiental, energética e social?
A resposta não aparece aqui pela nostalgia nem pela tecnologia espetacular, mas por uma arquitetura essencial, resistente e profundamente consciente de seu contexto.
Uma arquitetura capaz de operar com menos dependência.
Capaz de proteger sem isolar emocionalmente.
Capaz de conviver com a paisagem sem domesticá-la.
Capaz de permanecer quando tudo o mais falhar.
Casa en aislamiento de San Juan, Argentina. Proyecto Leguía Yias ArquitectosCasa en aislamiento de San Juan, Argentina. Proyecto Leguía Yias ArquitectosCasa en aislamiento de San Juan, Argentina. Proyecto Leguía Yias ArquitectosAcceso principal a la Casa en aislamiento de San Juan, Argentina. Proyecto Leguía Yias ArquitectosFachada posterior de la Casa en aislamiento de San Juan, Argentina. Proyecto Leguía Yias ArquitectosAcceso a la casa en aislamiento de San Juan. El pasillo es literalmente un puente entre el interior y el extrior.Acceso a la casa en aislamiento en San Juan. Un puente levadizo funciona como puerta y nexo entre el interior y el exterior. Un pasillo rampante, genera la transición perfecta entre desconexión y seguridad formal.Nivel cero en la casa autónoma de San Juan. El acceso se traslada al nivel superior, quedando solo los vehiculos y las maquinarias en el nivel del terreno.Nivel cero en la casa autónoma de San Juan. El acceso se traslada al nivel superior, quedando solo los vehiculos y las maquinarias en el nivel del terreno.